Guia de Prescrição Clínica · Guia de Prescrições — 2ª edição · p. 34

Amebiáse intestinal / colite amebiana

01Visão geral

Descrição
protozoose causada por Entamoeba histolytica, podendo variar de colonização assintomática a colite invasiva com disenteria.
Contexto clínico
associada à ingestão de água/alimentos contaminados, saneamento inadequado, viagens para áreas endêmicas e transmissão fecal-oral.
Sinais e sintomas
diarréia, cólicas e dor abdominal, tenesmo e, nas formas invasivas, evacuações com sangue e muco.
Complicações
colite fulminante, megacólon tóxico, perfuração intestinal e disseminação extraintestinal, principalmente abscesso hepático amebiano.

02Prescrição principal

Via(s) de administração: Oral

Uso Oral

1

Metronidazol 500 mg

30 comprimidos
Princípio ativo
Metronidazol
Concentração
500 mg
Dose
1 comprimido
Via
Oral
Frequência
de 8/8h
Duração
por 10 dias

Posologia e orientações (texto original)

Tomar 1 comprimido VO de 8/8h por 10 dias.

Após completar o metronidazol

2

Paromomicina

quantidade conforme peso
Princípio ativo
Paromomicina
Concentração
Não informado no documento
Dose
25–35 mg
Via
Oral
Frequência
Não informado no documento
Duração
por 7 dias

Posologia e orientações (texto original)

Tomar 25–35 mg/kg/dia VO, divididos em 3 tomadas, por 7 dias, com as refeições. Objetivo: erradicação dos cistos intraluminais após tratamento da doença invasiva.

03Alternativas terapêuticas

Opções a considerar conforme o caso — não devem ser usadas simultaneamente à prescrição principal.

  • Tinidazol 500 mg: tomar 4 comprimidos (2 g) VO, 1x/dia por 3 dias, seguido de amebicida luminal.
  • Paromomicina indisponível: utilizar amebicida luminal disponível conforme protocolo local/atualizado.
  • Portador assintomático com E. histolytica confirmada: utilizar amebicida luminal, sem necessidade de nitroimidazólico sistêmico.
  • Gestação: individualizar o esquema e conferir protocolo obstétrico atualizado; evitar tinidazol quando contraindicado.

04Observações e cuidados

  • Metronidazol isoladamente não é o esquema ideal completo: após doença invasiva, diretrizes atuais recomendam um agente luminal.
  • Microscopia comum pode não diferenciar E. histolytica de E. dispar; esta última geralmente não necessita tratamento. PCR ou pesquisa de antígeno aumentam a especificidade diagnóstica.
  • Evitar loperamida em disenteria/colite invasiva.
  • Evitar corticoide sem excluir amebíase invasiva em paciente com colite, pois pode precipitar doença fulminante.
  • Diarréia sanguinolenta não deve ser automaticamente atribuída à amebíase; considerar causas bacterianas e doença inflamatória intestinal.
  • Febre persistente, dor em hipocôndrio direito ou hepatomegalia → investigar abscesso hepático amebiano, cujo manejo é diferente.

05Contraindicações, gravidade e encaminhamento

Não informado no documento

Material de referência documental e apoio ao estudo, extraído do Guia de Prescrições (2ª edição). Não substitui a avaliação clínica individual: toda prescrição deve ser avaliada por profissional habilitado e conferida com protocolos atualizados.