Guia de Prescrição Clínica · Guia de Prescrições — 2ª edição · p. 12

Cancro mole / cancroide

01Visão geral

Descrição
IST causada pela bactéria Haemophilus ducreyi, caracterizada principalmente por úlcera genital dolorosa e potencial linfadenopatia inguinal supurativa.
Contexto clínico
considerar diante de úlcera genital dolorosa, principalmente após exposição sexual de risco; sífilis e herpes genital são diagnósticos diferenciais importantes.
Sinais e sintomas
úlcera genital dolorosa, geralmente com bordas irregulares, fundo purulento e base não endurecida; pode haver múltiplas lesões e linfonodos inguinais dolorosos ("bubões").
Complicações
linfadenite supurativa, abscessos/fístulas, cicatrizes genitais e maior vulnerabilidade à transmissão/aquisição do HIV.

02Prescrição principal

Via(s) de administração: Oral

Uso Oral

1

Azitromicina 500 mg

2 comprimidos
Princípio ativo
Azitromicina
Concentração
500 mg
Dose
2 comprimidos
Via
Oral
Frequência
em dose única
Duração
Não informado no documento

Posologia e orientações (texto original)

Tomar 2 comprimidos (1 g) VO, em dose única.

03Alternativas terapêuticas

Opções a considerar conforme o caso — não devem ser usadas simultaneamente à prescrição principal.

  • Ceftriaxona 250 mg IM, dose única.
  • Ciprofloxacino 500 mg VO de 12/12h por 3 dias — evitar na gestação e lactação.
  • Eritromicina base 500 mg VO de 8/8h por 7 dias, quando as opções anteriores não puderem ser utilizadas.
  • Gestantes: preferir esquema compatível com gestação; evitar ciprofloxacino.
  • Pacientes vivendo com HIV podem apresentar resposta terapêutica mais lenta e necessitar acompanhamento mais próximo.

04Observações e cuidados

  • Úlcera genital dolorosa não confirma cancro mole: excluir principalmente sífilis e herpes genital.
  • Solicitar testagem para HIV e sífilis e rastrear outras IST conforme risco.
  • Reavaliar em 3–7 dias; espera-se melhora da dor em cerca de 3 dias e da úlcera em até 7 dias.
  • Bubões flutuantes podem necessitar drenagem por aspiração/incisão conforme avaliação.
  • Avaliar e tratar parceiros sexuais recentes conforme protocolo de IST, mesmo quando assintomáticos.
  • Orientar abstinência sexual até conclusão do tratamento e resolução clínica das lesões.
  • Persistência da úlcera deve levantar hipótese de diagnóstico incorreto, coinfecção, resistência, imunossupressão ou baixa adesão.

05Contraindicações, gravidade e encaminhamento

Não informado no documento

Material de referência documental e apoio ao estudo, extraído do Guia de Prescrições (2ª edição). Não substitui a avaliação clínica individual: toda prescrição deve ser avaliada por profissional habilitado e conferida com protocolos atualizados.