Guia de Prescrição Clínica · Guia de Prescrições — 2ª edição · p. 19
Conjuntivite viral
01Visão geral
Descrição
inflamação viral da conjuntiva, geralmente causada por adenovírus, de evolução autolimitada e alta transmissibilidade.
Contexto clínico
frequentemente associada a quadro respiratório viral, contato com pessoa infectada ou surtos em ambientes coletivos; costuma iniciar em um olho e acometer o outro após alguns dias.
Sinais e sintomas
hiperemia ocular, lacrimejamento, secreção aquosa, ardor, sensação de areia, edema palpebral e possível linfonodo pré-auricular doloroso.
Complicações
ceratoconjuntivite, infiltrados subepiteliais corneanos, fotofobia persistente e redução temporária da acuidade visual.
02Prescrição principal
Via(s) de administração: Oftálmica
Uso Oftálmico
1
Hialuronato de sódio 0,15% / Lágrima artificial
1 frasco
Princípio ativo
Hialuronato de sódio
Concentração
0,15%
Dose
1 gota
Via
Oftálmica
Frequência
Não informado no documento
Duração
Não informado no documento
Posologia e orientações (texto original)
Pingar 1 gota no(s) olho(s) afetado(s) de 4/4–6/6h ou conforme necessidade, enquanto houver desconforto.
2
Soro fisiológico 0,9%
1 frasco
Princípio ativo
Soro fisiológico
Concentração
0,9%
Dose
Não informado no documento
Via
Oftálmica
Frequência
Não informado no documento
Duração
Não informado no documento
Posologia e orientações (texto original)
Utilizar para higiene ocular e remoção delicada das secreções, conforme necessidade.
03Alternativas terapêuticas
Opções a considerar conforme o caso — não devem ser usadas simultaneamente à prescrição principal.
Outros lubrificantes oculares sem conservantes podem substituir o hialuronato.
Se houver prurido importante e componente alérgico associado, considerar anti-histamínico oftálmico.
Conjuntivite por herpes simples ou herpes-zoster exige abordagem específica com antiviral e não deve ser tratada como adenoviral simples.
Casos com comprometimento corneano importante podem precisar tratamento específico pelo oftalmologista.
04Observações e cuidados
Não prescrever antibiótico tópico de rotina na conjuntivite viral.
Compressas frias podem ser utilizadas por 10–15 minutos, 3–4x/dia, para alívio dos sintomas.
Corticoide oftálmico não deve ser utilizado rotineiramente; pode prolongar replicação viral e mascarar infecções herpéticas.
Suspender uso de lentes de contato até resolução completa do quadro.
Orientar higiene rigorosa das mãos, evitar compartilhar toalhas, travesseiros, maquiagem e colírios.
Adenovírus apresenta alta transmissibilidade; evitar manipular os olhos e contaminar o frasco do colírio.
Dor ocular intensa, fotofobia importante ou redução da acuidade visual não são características de conjuntivite viral simples e exigem reavaliação.
Ausência de melhora após 7–10 dias ou piora progressiva deve motivar reavaliação diagnóstica.
05Contraindicações, gravidade e encaminhamento
Não prescrever antibiótico tópico de rotina na conjuntivite viral.
Material de referência documental e apoio ao estudo, extraído do Guia de Prescrições (2ª edição). Não substitui a avaliação clínica individual: toda prescrição deve ser avaliada por profissional habilitado e conferida com protocolos atualizados.