Guia de Prescrição Clínica · Guia de Prescrições — 2ª edição · p. 22

Dengue sem sinais de alarme — grupo a

01Visão geral

Descrição
arbovirose causada pelo vírus da dengue, transmitida pelo Aedes aegypti, geralmente autolimitada, mas com potencial de evolução para formas graves.
Contexto clínico
suspeitar em quadro febril agudo, especialmente em área de transmissão, associado a cefaleia, mialgia, artralgia, dor retro-orbitária, náuseas ou exantema.
Sinais e sintomas
febre, cefaleia, dor retro-orbitária, mialgia, artralgia, prostração, náuseas/vômitos, exantema e possíveis manifestações hemorrágicas leves.
Complicações
extravasamento plasmático, sangramento grave, choque, disfunção orgânica e dengue grave, principalmente durante a defervescência.

02Prescrição principal

Via(s) de administração: Oral

Uso Oral

1

Dipirona 500 mg

20 comprimidos
Princípio ativo
Dipirona
Concentração
500 mg
Dose
1–2 comprimidos
Via
Oral
Frequência
de 6/6h
Duração
Não informado no documento

Posologia e orientações (texto original)

Tomar 1–2 comprimidos VO de 6/6h se dor ou febre.

2

Sais de Reidratação Oral (SRO)

6 SACHES
Princípio ativo
Sais de Reidratação Oral
Concentração
Não informado no documento
Dose
60 mL
Via
Oral
Frequência
Não informado no documento
Duração
Não informado no documento

Posologia e orientações (texto original)

Prescrever hidratação total de 60 mL/kg/dia, sendo aproximadamente 1/3 do volume com SRO e 2/3 com outros líquidos (água, sucos, água de coco, chás etc.).

3

Metoclopramida 10 mg

10 comprimidos
Princípio ativo
Metoclopramida
Concentração
10 mg
Dose
1 comprimido
Via
Oral
Frequência
de 8/8h
Duração
Não informado no documento

Posologia e orientações (texto original)

Tomar 1 comprimido VO de 8/8h se náuseas ou vômitos.

03Alternativas terapêuticas

Opções a considerar conforme o caso — não devem ser usadas simultaneamente à prescrição principal.

  • Paracetamol 500–750 mg VO de 6/6–8/8h se dor ou febre, respeitando dose máxima diária e fatores de risco hepático.
  • Se intolerância à hidratação oral, vômitos persistentes ou surgimento de sinais de alarme, o manejo deixa de ser domiciliar e deve ser reavaliado.
  • Gestantes, idosos >65 anos e pacientes com comorbidades pertencem a grupo de maior risco e necessitam avaliação/seguinto mais rigorosos.
  • Antiemético alternativo pode ser utilizado conforme perfil clínico e protocolo local.

04Observações e cuidados

  • Não utilizar AAS ou AINEs: evitar ibuprofeno, cetoprofeno, diclofenaco, naproxeno, nimesulida e semelhantes.
  • Corticoides não são indicados rotineiramente no tratamento da dengue.
  • A hidratação deve ser calculada pelo peso, e não prescrita em volume fixo para todos os adultos.
  • Os sinais de alarme costumam surgir na queda da febre, entre o 3º e o 7º dia.
  • Atenção para dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramento de mucosa, lipotimia/hipotensão postural, letargia, acúmulo de líquidos e aumento progressivo do hematócrito.
  • Grupo B exige hemograma e acompanhamento clínico/laboratorial, mesmo sem sinais de alarme.
  • Orientar retorno para reavaliação no dia da melhora da febre; se a febre não cessar, reavaliar no 5º dia da doença.

05Contraindicações, gravidade e encaminhamento

  • Não utilizar AAS ou AINEs: evitar ibuprofeno, cetoprofeno, diclofenaco, naproxeno, nimesulida e semelhantes.
  • Os sinais de alarme costumam surgir na queda da febre, entre o 3º e o 7º dia.
  • Grupo B exige hemograma e acompanhamento clínico/laboratorial, mesmo sem sinais de alarme.

Material de referência documental e apoio ao estudo, extraído do Guia de Prescrições (2ª edição). Não substitui a avaliação clínica individual: toda prescrição deve ser avaliada por profissional habilitado e conferida com protocolos atualizados.