Guia de Prescrição Clínica · Guia de Prescrições — 2ª edição · p. 25

Dip — tratamento da parceiro sexual

01Visão geral

Descrição
tratamento das parcerias sexuais de paciente diagnosticada com doença inflamatória pélvica (DIP), visando tratar empiricamente Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis e reduzir reinfeção.
Contexto clínico
indicar para parceiros(as) sexuais dos últimos 60 dias, mesmo assintomáticos. Se não houve relação nesse período, avaliar e tratar a parceria sexual mais recente.
Sinais e sintomas
frequentemente assintomáticos; quando presentes, podem ocorrer corrimento uretral/vaginal, disúria, dor pélvica, sangramento pós-coito ou dor/testicular.
Complicações
reinfeção da paciente, transmissão persistente da IST, epididimite, uretrite/cervicite e complicações reprodutivas por clamídia/gonorreia não tratadas.

02Prescrição principal

Via(s) de administração: Intramuscular, Oral

Uso Intramuscular

1

Ceftriaxona 500 mg

1 ampola
Princípio ativo
Ceftriaxona
Concentração
500 mg
Dose
500 mg
Via
Intramuscular
Frequência
dose única
Duração
Não informado no documento

Posologia e orientações (texto original)

Administrar 500 mg IM, dose única.

Uso Oral

2

Azitromicina 500 mg

2 comprimidos
Princípio ativo
Azitromicina
Concentração
500 mg
Dose
2 comprimidos
Via
Oral
Frequência
em dose única
Duração
Não informado no documento

Posologia e orientações (texto original)

Tomar 2 comprimidos (1 g) VO, em dose única.

03Alternativas terapêuticas

Opções a considerar conforme o caso — não devem ser usadas simultaneamente à prescrição principal.

  • Clamídia confirmada e gonorreia excluída: doxiciclina 100 mg VO de 12/12h por 7 dias pode ser utilizada em não gestantes.
  • Gestação: evitar doxiciclina; azitromicina é opção para clamídia conforme protocolo vigente.
  • Alergia grave documentada a cefalosporinas: não substituir empiricamente sem avaliar o caso; conferir protocolo local/atualizado.
  • Parceiro sintomático com epididimite, proctite, cervicite ou outra síndrome de IST deve ser avaliado e tratado conforme síndrome específica.

04Observações e cuidados

  • Tratar as parcerias dos últimos 2 meses, mesmo que estejam sem sintomas.
  • O parceiro não recebe automaticamente doxiciclina + metronidazol por 14 dias, pois esse é o esquema da paciente com DIP; a parceria é tratada empiricamente para gonorreia e clamídia.
  • Oferecer testagem para HIV, sífilis, gonorreia e clamídia, além de outras IST conforme risco.
  • Orientar abstinência sexual até que ambos tenham sido tratados; após esquema em dose única, aguardar pelo menos 7 dias antes de retomar relações.
  • Utilizar preservativo para reduzir reinfeção e transmissão.
  • Se gonorreia/clamídia for confirmada, considerar retestagem em aproximadamente 3 meses devido ao risco de reinfeção.
  • Não utilizar ciprofloxacino empiricamente para gonorreia devido à resistência antimicrobiana.

05Contraindicações, gravidade e encaminhamento

  • Não utilizar ciprofloxacino empiricamente para gonorreia devido à resistência antimicrobiana.

Material de referência documental e apoio ao estudo, extraído do Guia de Prescrições (2ª edição). Não substitui a avaliação clínica individual: toda prescrição deve ser avaliada por profissional habilitado e conferida com protocolos atualizados.