Guia de Prescrição Clínica · Guia de Prescrições — 2ª edição · p. 26
Doença inflamatória pélvica — dip
01Visão geral
Descrição
infecção ascendente do trato genital feminino superior, podendo acometer endométrio, tubas, ovários e estruturas pélvicas adjacentes.
Contexto clínico
geralmente associada a IST, principalmente Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, podendo envolver anaeróbios e outros microrganismos da flora vaginal.
Sinais e sintomas
dor pélvica/hipogástrica, dor à mobilização do colo uterino, dor anexial, corrimento vaginal/cervical, dispareunia, sangramento irregular e, eventualmente, febre.
Complicações
Não informado no documento
02Prescrição principal
Via(s) de administração: Intramuscular, Oral
Uso Intramuscular
1
Ceftriaxona 500 mg
1 ampola
Princípio ativo
Ceftriaxona
Concentração
500 mg
Dose
500 mg
Via
Intramuscular
Frequência
em dose única
Duração
Não informado no documento
Posologia e orientações (texto original)
Administrar 500 mg IM, em dose única.
Uso Oral
2
Doxiciclina 100 mg
28 comprimidos
Princípio ativo
Doxiciclina
Concentração
100 mg
Dose
1 comprimido
Via
Oral
Frequência
de 12/12h
Duração
por 14 dias
Posologia e orientações (texto original)
Tomar 1 comprimido VO de 12/12h por 14 dias.
3
Metronidazol 500 mg
28 comprimidos
Princípio ativo
Metronidazol
Concentração
500 mg
Dose
1 comprimido
Via
Oral
Frequência
de 12/12h
Duração
por 14 dias
Posologia e orientações (texto original)
Tomar 1 comprimido VO de 12/12h por 14 dias.
03Alternativas terapêuticas
Opções a considerar conforme o caso — não devem ser usadas simultaneamente à prescrição principal.
Cefotaxima 500 mg IM, dose única + doxiciclina 100 mg VO 12/12h por 14 dias + metronidazol 500 mg VO 12/12h por 14 dias.
Alergia grave a cefalosporinas: não substituir empiricamente sem avaliar risco de gonorreia e resistência local; conferir protocolo atualizado.
Gestação: não utilizar doxiciclina; DIP na gestante é indicação de manejo hospitalar com antibioticoterapia parenteral (Clindamicina 900 mg EV de 8/8h + Gentamicina 3–5 mg/kg EV ou IM, 1x/dia).
Intolerância importante ao metronidazol ou contraindicações relevantes: individualizar conforme protocolo e microbiologia.
04Observações e cuidados
A associação dos 3 antibióticos é o esquema ambulatorial de primeira escolha; não omitir ceftriaxona mesmo com testes iniciais negativos para gonorreia.
Iniciar tratamento diante de suspeita clínica, sem aguardar obrigatoriamente confirmação laboratorial.
Reavaliar em até 72h; ausência de melhora exige revisão do diagnóstico e consideração de tratamento hospitalar.
Solicitar testes para HIV, sífilis, gonorreia e clamídia, além de teste de gravidez conforme contexto.
Tratar empiricamente as parcerias sexuais dos últimos 60 dias para gonorreia e clamídia.
Orientar abstinência sexual até término do tratamento, resolução dos sintomas e tratamento das parcerias.
Não utilizar quinolonas empiricamente devido à resistência de N. gonorrhoeae.
Gestação, abscesso tubo-ovariano, doença grave, vômitos/intolerância VO, dúvida com emergência cirúrgica ou falha após 72h favorecem internação.
05Contraindicações, gravidade e encaminhamento
Reavaliar em até 72h; ausência de melhora exige revisão do diagnóstico e consideração de tratamento hospitalar.
Não utilizar quinolonas empiricamente devido à resistência de N. gonorrhoeae.
Gestação, abscesso tubo-ovariano, doença grave, vômitos/intolerância VO, dúvida com emergência cirúrgica ou falha após 72h favorecem internação.
Material de referência documental e apoio ao estudo, extraído do Guia de Prescrições (2ª edição). Não substitui a avaliação clínica individual: toda prescrição deve ser avaliada por profissional habilitado e conferida com protocolos atualizados.