Guia de Prescrição Clínica · Guia de Prescrições — 2ª edição · p. 28

Enterobíase (oxiuríase) / verminose por enterobius vermicularis

01Visão geral

Descrição
helmintíase intestinal causada pelo Enterobius vermicularis, caracterizada principalmente por prurido anal, sobretudo noturno, e elevada taxa de reinfeção.
Contexto clínico
comum em ambientes domiciliares com transmissão entre contactantes, instituições coletivas e situações de higiene inadequada das mãos/unhas.
Sinais e sintomas
prurido perianal noturno, irritabilidade, sono prejudicado, escoriações perianais e, ocasionalmente, dor abdominal ou vulvovaginite.
Complicações
dermatite/infecção secundária por escoriação, vulvovaginite e reinfeção recorrente entre membros do domicílio.

02Prescrição principal

Via(s) de administração: Oral

Uso Oral

1

Albendazol 400 mg

2 comprimidos
Princípio ativo
Albendazol
Concentração
400 mg
Dose
1 comprimido
Via
Oral
Frequência
em dose única
Duração
Não informado no documento

Posologia e orientações (texto original)

Tomar 1 comprimido VO, em dose única. Repetir 1 comprimido após 14 dias.

03Alternativas terapêuticas

Opções a considerar conforme o caso — não devem ser usadas simultaneamente à prescrição principal.

  • Mebendazol 100 mg VO, dose única; repetir após 14 dias.
  • Pamoato de pirantel 11 mg/kg VO, dose única (máx. 1 g); repetir após 14 dias.
  • Gestação: evitar tratamento empírico com benzimidazólicos, especialmente no início da gestação.

04Observações e cuidados

  • A segunda dose após 14 dias é fundamental, pois os medicamentos eliminam os vermes, mas não os ovos.
  • Considerar tratar simultaneamente conviventes domiciliares/cuidadores, principalmente quando houver casos recorrentes.
  • Orientar higiene rigorosa das mãos, unhas curtas, banho pela manhã e troca frequente de roupas íntimas, toalhas e roupa de cama.
  • O teste da fita adesiva perianal é mais útil para diagnóstico de enterobíase do que o parasitológico de fezes.
  • Prurido persistente após tratamento adequado deve motivar revisão diagnóstica e investigação de reinfeção.
  • Não utilizar o mesmo esquema para todas as “verminoses”: ascaridíase, ancilostomíase, estrongiloidíase, teníase e esquistossomose podem exigir esquemas diferentes. O Ministério da Saúde reconhece albendazol como opção para geo-helmintíases, mas a escolha depende do parasito.

05Contraindicações, gravidade e encaminhamento

  • Não utilizar o mesmo esquema para todas as “verminoses”: ascaridíase, ancilostomíase, estrongiloidíase, teníase e esquistossomose podem exigir esquemas diferentes. O Ministério da Saúde reconhece albendazol como opção para geo-helmintíases, mas a escolha depende do parasito.

Material de referência documental e apoio ao estudo, extraído do Guia de Prescrições (2ª edição). Não substitui a avaliação clínica individual: toda prescrição deve ser avaliada por profissional habilitado e conferida com protocolos atualizados.