Guia de Prescrição Clínica · Guia de Prescrições — 2ª edição · p. 42
Erisipela
01Visão geral
Descrição
infecção bacteriana aguda da derme superficial e vasos linfáticos, causada principalmente por estreptococos, caracterizada por placa eritematosa dolorosa e bem delimitada.
Contexto clínico
mais comum em membros inferiores, especialmente em idosos, obesos, diabéticos, pacientes com edema/insuficiência venosa, linfedema ou porta de entrada cutânea, como tinea pedis.
Sinais e sintomas
eritema vivo, calor, edema e dor, com bordas elevadas e bem delimitadas; podem ocorrer febre, calafrios e linfangite/linfonodomegalia.
Complicações
abscesso, celulite extensa, bacteremia/sepsse, necrose, linfedema crônico e recorrências.
02Prescrição principal
Via(s) de administração: Oral
Uso Oral
1
Cefalexina 500 mg
56 cápsulas
Princípio ativo
Cefalexina
Concentração
500 mg
Dose
2 cápsulas
Via
Oral
Frequência
de 6/6h
Duração
por 7 dias
Posologia e orientações (texto original)
Tomar 2 cápsulas (1 g) VO de 6/6h por 7 dias. O guia da Anvisa para APS recomenda cefalexina 1 g VO de 6/6h por 5–7 dias para celulite/erisipela.
2
Dipirona 500 mg
20 comprimidos
Princípio ativo
Dipirona
Concentração
500 mg
Dose
1–2 comprimidos
Via
Oral
Frequência
de 6/6h
Duração
Não informado no documento
Posologia e orientações (texto original)
Tomar 1–2 comprimidos VO de 6/6h se dor ou febre.
03Alternativas terapêuticas
Opções a considerar conforme o caso — não devem ser usadas simultaneamente à prescrição principal.
Amoxicilina + clavulanato 500/125 mg VO de 8/8h por 5–7 dias, conforme perfil clínico/protocolo local.
Alergia imediata grave a betalactâmicos: clindamicina 300–450 mg VO de 6/6h por 7 dias, conforme resistência local.
DRC: ajustar cefalexina conforme função renal.
Gestação: cefalosporinas são opções habitualmente utilizadas quando indicadas; individualizar conforme avaliação obstétrica.
Quadro grave ou incapacidade de tratamento VO exige esquema parenteral conforme protocolo institucional.
04Observações e cuidados
Diferenciar de celulite: na erisipela clássica a borda tende a ser mais nítida, elevada e bem delimitada; na dúvida, protocolos podem manejar como celulite.
Cobertura empírica para MRSA não é rotina na erisipela não purulenta típica; considerar apenas se houver fatores de risco/purulência conforme epidemiologia local.
Procurar e tratar a porta de entrada, principalmente tinea pedis, fissuras interdigitais, úlceras e feridas, para reduzir recorrências.
Marcar a borda do eritema pode ajudar a avaliar progressão.
Elevação do membro acometido auxilia no controle do edema.
Febre persistente, hipotensão, progressão rápida, bolhas/necrose, dor desproporcional ou sinais de sepsse exigem reavaliação imediata; considerar infecção necrotizante/hospitalização.
Se houver boa resposta, 5–7 dias costumam ser suficientes; prolongar somente se a evolução clínica justificar.
05Contraindicações, gravidade e encaminhamento
Febre persistente, hipotensão, progressão rápida, bolhas/necrose, dor desproporcional ou sinais de sepsse exigem reavaliação imediata; considerar infecção necrotizante/hospitalização.
Material de referência documental e apoio ao estudo, extraído do Guia de Prescrições (2ª edição). Não substitui a avaliação clínica individual: toda prescrição deve ser avaliada por profissional habilitado e conferida com protocolos atualizados.