Guia de Prescrição Clínica · Guia de Prescrições — 2ª edição · p. 58

Ferimento cutâneo suturado / laceração simples

01Visão geral

Descrição
ruptura traumática da pele, com ou sem acometimento de tecidos profundos, submetida à limpeza, exploração e fechamento por sutura.
Contexto clínico
comum após cortes, quedas e traumas com objetos cortantes. Conduta depende de profundidade, contaminação, mecanismo, localização e estruturas acometidas.
Sinais e sintomas
solução de continuidade da pele, dor, sangramento, edema e sensibilidade local.
Complicações
infecção, deiscência, hematoma, lesão neurovascular/tendínea, cicatriz inestética e tétano.

02Prescrição principal

Via(s) de administração: Oral

Uso Oral

1

Dipirona 500 mg

20 comprimidos
Princípio ativo
Dipirona
Concentração
500 mg
Dose
1 a 2 comprimidos
Via
Oral
Frequência
de 6/6h
Duração
Não informado no documento

Posologia e orientações (texto original)

Tomar 1 a 2 comprimidos VO de 6/6h, se dor ou febre.

2

Ibuprofeno 600 mg

15 comprimidos
Princípio ativo
Ibuprofeno
Concentração
600 mg
Dose
1 comprimido
Via
Oral
Frequência
de 8/8h
Duração
por até 5 dias

Posologia e orientações (texto original)

Tomar 1 comprimido VO de 8/8h, após alimentação, se dor inflamatória, por até 5 dias. Usar somente na ausência de contraindicações a AINE.

3

Cefalexina 500 mg

28 cápsulas
Princípio ativo
Cefalexina
Concentração
500 mg
Dose
1 cápsula
Via
Oral
Frequência
de 6/6h
Duração
por 7 dias

Posologia e orientações (texto original)

Tomar 1 cápsula VO de 6/6h por 7 dias, quando houver infecção bacteriana associada ou indicação clínica conforme características da ferida.

03Alternativas terapêuticas

Opções a considerar conforme o caso — não devem ser usadas simultaneamente à prescrição principal.

  • Paracetamol 500–750 mg: alternativa à dipirona quando necessário, respeitando dose máxima diária e função hepática.
  • Ferida limpa, simples e adequadamente suturada: não usar antibiótico sistêmico de rotina.
  • Ferida contaminada, mordedura, lesão por esmagamento, fratura exposta ou paciente de alto risco: avaliar necessidade de antibioticoprofilaxia conforme mecanismo e protocolo atualizado.
  • Se houver infecção/celulite após o procedimento: instituir antibiótico conforme características da lesão e protocolo local/atualizado.
  • DRC, úlcera péptica, sangramento gastrointestinal ou anticoagulação relevante: evitar ou individualizar AINE.

04Observações e cuidados

  • Realizar troca do curativo quando sujo, úmido ou conforme orientação do procedimento.
  • Após período inicial, a ferida pode ser higienizada suavemente com água e sabonete neutro; secar sem friccionar e manter curativo limpo/protegido.
  • Não utilizar álcool, água oxigenada ou antissépticos irritantes rotineiramente sobre a ferida em cicatrização.
  • Avaliar profilaxia para tétano conforme tipo de ferimento e histórico vacinal.
  • Esquema vacinal completo: reforço geralmente a cada 10 anos; em ferimento grave/de risco, considerar reforço se última dose há mais de 5 anos, conforme PNI.
  • Retirada dos pontos: face 3–5 dias; couro cabeludo e braços 7–10 dias; tronco, pernas, mãos e pés 10–14 dias; palmas/plantas 14–21 dias. Individualizar conforme tensão e cicatrização.
  • Reavaliar se houver eritema progressivo, calor, edema, secreção purulenta, dor crescente, febre ou abertura dos pontos.

05Contraindicações, gravidade e encaminhamento

  • Não utilizar álcool, água oxigenada ou antissépticos irritantes rotineiramente sobre a ferida em cicatrização.
  • Esquema vacinal completo: reforço geralmente a cada 10 anos; em ferimento grave/de risco, considerar reforço se última dose há mais de 5 anos, conforme PNI.

Material de referência documental e apoio ao estudo, extraído do Guia de Prescrições (2ª edição). Não substitui a avaliação clínica individual: toda prescrição deve ser avaliada por profissional habilitado e conferida com protocolos atualizados.