Guia de Prescrição Clínica · Guia de Prescrições — 2ª edição · p. 93
Gonorreia e clamídia — infecção não complicada
01Visão geral
Descrição
infecções sexualmente transmissíveis causadas por Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis, frequentemente associadas e podendo ser assintomáticas.
Contexto clínico
considerar em pacientes com corrimento uretral/cervical, disúria, exposição sexual de risco, cervicite ou uretrite sem agente definido.
Sinais e sintomas
corrimento uretral ou cervical, disúria, prurido uretral, dor pélvica, sangramento pós-coito e desconforto genital. Muitos casos são assintomáticos.
Administrar 500 mg IM, em dose única, profundamente.
Uso Oral
2
Azitromicina 500 mg
2 comprimidos
Princípio ativo
Azitromicina
Concentração
500 mg
Dose
2 comprimidos
Via
Oral
Frequência
em dose única
Duração
Não informado no documento
Posologia e orientações (texto original)
Tomar 2 comprimidos VO juntos, em dose única. Dose total: 1 g.
03Alternativas terapêuticas
Opções a considerar conforme o caso — não devem ser usadas simultaneamente à prescrição principal.
Clamídia isolada: azitromicina 1 g VO, dose única, OU doxiciclina 100 mg VO de 12/12h por 7 dias.
Gestação: não utilizar doxiciclina; preferir esquema apropriado conforme protocolo atualizado.
Alergia grave a cefalosporinas: tratamento deve ser individualizado conforme protocolo atualizado.
Suspeita de falha terapêutica ou reinfeição: coletar testes/cultura quando disponíveis e revisar tratamento das parcerias.
04Observações e cuidados
O esquema ceftriaxona + azitromicina é indicado para gonorreia não complicada de uretra, colo uterino, reto e faringe, conforme protocolo brasileiro.
Sempre que disponível, coletar teste molecular/cultura antes do tratamento, sem atrasar terapia quando houver indicação clínica.
Oferecer testagem para HIV, sífilis e hepatites B e C.
Avaliar vacinação para hepatite B e HPV conforme indicação.
As parcerias sexuais devem ser avaliadas e tratadas, mesmo se assintomáticas.
Orientar abstinência de relações sexuais desprotegidas até que ambos completem o tratamento — após dose única, considerar 7 dias.
Reavaliar se persistirem sintomas após 7 dias.
Persistência pode indicar reinfeção, adesão inadequada, resistência antimicrobiana ou outro agente etiológico.
Dor pélvica importante, febre ou dor à mobilização do colo uterino sugerem DIP e exigem esquema específico.
Dor testicular/epididimária importante exige avaliação para epididimite e tratamento específico.
05Contraindicações, gravidade e encaminhamento
Não informado no documento
Material de referência documental e apoio ao estudo, extraído do Guia de Prescrições (2ª edição). Não substitui a avaliação clínica individual: toda prescrição deve ser avaliada por profissional habilitado e conferida com protocolos atualizados.