Guia de Prescrição Clínica · Guia de Prescrições — 2ª edição · p. 80
Miíase cutânea infectada / abscesso
01Visão geral
Descrição
infestação de pele ou ferida por larvas de moscas, podendo ocorrer infecção bacteriana secundária e formação de abscesso.
Contexto clínico
mais comum em feridas abertas, tecido necrótico, higiene prejudicada, diabetes, doença vascular, idosos ou pacientes com dificuldade de autocuidado.
Sinais e sintomas
visualização ou sensação de movimentação de larvas, dor, secreção, odor fétido, edema, eritema e, quando infectada, calor local, pus ou flutuação.
Complicações
celulite, abscesso, necrose tecidual, infecção profunda, sepse e extensão para estruturas adjacentes.
02Prescrição principal
Via(s) de administração: Oral, Uso Local
Uso Oral
1
Ivermectina 6 mg
quantidade conforme peso
Princípio ativo
Ivermectina
Concentração
6 mg
Dose
12 mg
Via
Oral
Frequência
em dose única
Duração
Não informado no documento
Posologia e orientações (texto original)
Tomar 200 mcg/kg VO, em dose única, como adjuvante quando indicado. Exemplo: paciente de 60 kg = 12 mg (2 comprimidos de 6 mg).
2
Cefalexina 500 mg
28 cápsulas
Princípio ativo
Cefalexina
Concentração
500 mg
Dose
1 cápsula
Via
Oral
Frequência
de 6/6h
Duração
por 7 dias
Posologia e orientações (texto original)
Tomar 1 cápsula VO de 6/6h por 7 dias, se infecção bacteriana secundária/celulite associada.
Uso Local
3
Compressa morna
Princípio ativo
Compressa morna
Concentração
Não informado no documento
Dose
Não informado no documento
Via
Não informado no documento
Frequência
4 vezes ao dia
Duração
Não informado no documento
Posologia e orientações (texto original)
Aplicar compressa limpa e morna sobre a região por 15–20 minutos, 3–4 vezes ao dia, se houver processo inflamatório/abscesso superficial.
03Alternativas terapêuticas
Opções a considerar conforme o caso — não devem ser usadas simultaneamente à prescrição principal.
Ivermectina é adjuvante; não substitui a retirada mecânica das larvas.
Abscesso com coleção/flutuação: realizar incisão e drenagem, quando indicada.
Suspeita ou risco de MRSA, falha terapêutica ou infecção extensa: escolher antibiótico conforme protocolo local/atualizado.
Alergia a cefalosporinas: selecionar alternativa conforme perfil da infecção e protocolo local.
Gestação: evitar ivermectina de rotina; individualizar e conferir protocolo atualizado.
04Observações e cuidados
Remover todas as larvas visíveis e irrigar abundantemente a ferida; realizar debridamento se houver tecido necrótico.
Ivermectina oral não é tratamento isolado e seu uso em miíase humana possui evidência limitada.
Abscesso não deve ser tratado apenas com antibiótico: drenagem é o tratamento principal quando há coleção.
Antibiótico não é necessário na miíase sem infecção bacteriana secundária.
Cefalexina não cobre adequadamente MRSA; considerar epidemiologia e fatores de risco.
Avaliar vacinação antitetânica conforme tipo de ferida e histórico vacinal.
Diabetes, imunossupressão, necrose extensa, febre ou sinais sistêmicos aumentam risco de complicações.
Miíase em olhos, nariz, ouvido, boca/genitais ou com suspeita de invasão profunda exige avaliação especializada.
05Contraindicações, gravidade e encaminhamento
Não informado no documento
Material de referência documental e apoio ao estudo, extraído do Guia de Prescrições (2ª edição). Não substitui a avaliação clínica individual: toda prescrição deve ser avaliada por profissional habilitado e conferida com protocolos atualizados.