Guia de Prescrição Clínica · Guia de Prescrições — 2ª edição · p. 14
Pielonefrite — idoso frágil / gestante
01Visão geral
Descrição
infecção bacteriana do trato urinário superior com acometimento renal, geralmente decorrente de ascensão bacteriana a partir da bexiga.
Contexto clínico
mais frequente em mulheres; gestação, idade avançada, diabetes, alterações urológicas, nefrolitíase e imunossupressão aumentam o risco de complicações.
Sinais e sintomas
febre, calafrios, dor lombar/flanco, Giordano positivo, náuseas/vômitos, disúria, polaciúria e urgência urinária. Idosos podem apresentar manifestações atípicas.
Complicações
sepse/choque séptico, abscesso renal, lesão renal aguda, obstrução urinária e, na gestação, parto prematuro e complicações materno-fetais.
02Prescrição principal
Via(s) de administração: Intramuscular
Uso IM / EV
1
Ceftriaxona 1 g
7 ampolas
Princípio ativo
Ceftriaxona
Concentração
1 g
Dose
1 g
Via
Intramuscular
Frequência
1x/dia
Duração
por 7 dias
Posologia e orientações (texto original)
Administrar 1 g IM ou EV, 1x/dia por 7 dias. Coletar urocultura antes da primeira dose, sempre que possível, e ajustar o antibiótico conforme antibiograma e evolução clínica. Duração: não estabelecer automaticamente 7 dias de ceftriaxona parenteral. Reavaliar em 24–48h e realizar transição para terapia oral quando houver melhora clínica e opção sensível na urocultura.
03Alternativas terapêuticas
Opções a considerar conforme o caso — não devem ser usadas simultaneamente à prescrição principal.
Gestante: ceftriaxona 1–2 g IV/IM 1x/dia é opção; recomenda-se internação inicial e antibioticoterapia parenteral por pelo menos 24–48h. Após melhora, completar 10–14 dias de tratamento total conforme cultura.
Idoso frágil: manejo ambulatorial parenteral somente se hemodinamicamente estável, tolerando hidratação/alimentação, sem sepse, obstrução ou alteração importante da função renal e com possibilidade de reavaliação próxima.
Após melhora, escolher antibiótico VO conforme urocultura/antibiograma.
Alergia grave a beta-lactâmicos: individualizar esquema conforme cultura, função renal e protocolo local.
Suspeita de bactéria multirresistente ou uso recente de antibióticos: considerar epidemiologia local e cultura antes de definir esquema.
04Observações e cuidados
Gestante com pielonefrite: internação inicial é a conduta preferencial; não classificar como tratamento ambulatorial de rotina.
Solicitar EAS + urocultura antes do antibiótico sem atrasar o tratamento em paciente sintomático.
Avaliar hemograma, creatinina, eletrólitos e outros exames conforme gravidade.
Ausência de melhora em 48–72h exige reavaliação de resistência, obstrução, cálculo ou abscesso.
Em idoso frágil, atenção para apresentação atípica, função renal, polifarmácia e risco aumentado de sepse.
Evitar quinolonas na gestação.
Não manter ceftriaxona parenteral por período fixo sem reavaliação clínica e microbiológica.
05Contraindicações, gravidade e encaminhamento
Gestante com pielonefrite: internação inicial é a conduta preferencial; não classificar como tratamento ambulatorial de rotina.
Avaliar hemograma, creatinina, eletrólitos e outros exames conforme gravidade.
Em idoso frágil, atenção para apresentação atípica, função renal, polifarmácia e risco aumentado de sepse.
Material de referência documental e apoio ao estudo, extraído do Guia de Prescrições (2ª edição). Não substitui a avaliação clínica individual: toda prescrição deve ser avaliada por profissional habilitado e conferida com protocolos atualizados.