Guia de Prescrição Clínica · Guia de Prescrições — 2ª edição · p. 69
Trauma contuso - escoriações por agressão física – corpo delito
01Visão geral
Descrição
lesões traumáticas de partes moles decorrentes de impacto, compressão, tração ou atrito, podendo causar contusões, equimoses, hematomas e escoriações.
Contexto clínico
comum após agressões físicas, quedas ou impactos diretos. A avaliação deve excluir TCE, fraturas, lesões internas e trauma cervical.
Sinais e sintomas
dor, edema, equimoses, hematomas, escoriações, sensibilidade local e limitação dolorosa dos movimentos.
Complicações
fraturas ocultas, TCE, lesões neurovasculares, infecção de escoriações, lesão cervical por estrangulamento e repercussões psicológicas.
02Prescrição principal
Via(s) de administração: Oral, Tópica
Uso Oral
1
Dipirona 500 mg
20 comprimidos
Princípio ativo
Dipirona
Concentração
500 mg
Dose
1 a 2 comprimidos
Via
Oral
Frequência
de 6/6h
Duração
Não informado no documento
Posologia e orientações (texto original)
Tomar 1 a 2 comprimidos VO de 6/6h, se dor.
2
Ibuprofeno 400 mg
15 comprimidos
Princípio ativo
Ibuprofeno
Concentração
400 mg
Dose
1 comprimido
Via
Oral
Frequência
de 8/8h
Duração
por até 5 dias
Posologia e orientações (texto original)
Tomar 1 comprimido VO de 8/8h, após alimentação, se dor inflamatória, por até 5 dias.
Uso Tópico / Cuidados Locais
3
Solução fisiológica 0,9%
1 frasco
Princípio ativo
Solução fisiológica
Concentração
0,9%
Dose
Não informado no documento
Via
Tópica
Frequência
1 a 2 vezes ao dia
Duração
Não informado no documento
Posologia e orientações (texto original)
Utilizar para limpeza das escoriações 1 a 2 vezes ao dia, mantendo a região limpa e protegida.
03Alternativas terapêuticas
Opções a considerar conforme o caso — não devem ser usadas simultaneamente à prescrição principal.
Paracetamol 500–750 mg: alternativa à dipirona ou ao AINE, conforme perfil clínico.
DRC, úlcera péptica, sangramento gastrointestinal ou anticoagulação: evitar/individualizar AINE.
Gestação: evitar AINE conforme idade gestacional; conferir protocolo atualizado.
Dor intensa ou suspeita de fratura: reavaliar antes de escalar empiricamente para opioide.
04Observações e cuidados
Examinar e registrar objetivamente localização, lateralidade, tamanho, formato e características de hematomas, equimoses e escoriações.
Registrar o mecanismo conforme relato da paciente, evitando afirmar como observado aquilo que não foi presenciado.
Fotografias de lesões somente conforme consentimento e protocolo institucional.
Em lesão cervical, perguntar especificamente sobre compressão do pescoço/estrangulamento.
Rouquidão, disfagia, dispneia, edema cervical, petéquias, síncope, alteração neurológica ou hematoma sobre região carotídea exigem avaliação imediata para lesão de via aérea/vascular.
Equimose cervical após possível estrangulamento pode justificar investigação por imagem conforme quadro clínico e protocolo.
Avaliar TCE quando houver trauma craniano, amnésia, vômitos, perda de consciência ou déficit neurológico.
Avaliar vacinação antitetânica quando houver escoriações/feridas.
Antibiótico sistêmico não é rotina em escoriações superficiais limpas.
Avaliar segurança da paciente e necessidade de acionamento da rede de proteção conforme protocolo institucional. A assistência deve contemplar necessidades físicas, psicológicas e de segurança.
05Contraindicações, gravidade e encaminhamento
Rouquidão, disfagia, dispneia, edema cervical, petéquias, síncope, alteração neurológica ou hematoma sobre região carotídea exigem avaliação imediata para lesão de via aérea/vascular.
Material de referência documental e apoio ao estudo, extraído do Guia de Prescrições (2ª edição). Não substitui a avaliação clínica individual: toda prescrição deve ser avaliada por profissional habilitado e conferida com protocolos atualizados.