Guia de Prescrição Clínica · Guia de Prescrições — 2ª edição · p. 54

Tricomoníase

01Visão geral

Descrição
infecção sexualmente transmissível causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, acometendo principalmente o trato geniturinário.
Contexto clínico
frequente em mulheres sexualmente ativas; homens são frequentemente assintomáticos e podem atuar como reservatório da infecção.
Sinais e sintomas
corrimento vaginal abundante/amarelo-esverdeado, odor desagradável, prurido, ardor, disúria, dispareunia e colo uterino com aspecto de "framboesa". Pode ser assintomática.
Complicações
persistência/recorrência da infecção, maior suscetibilidade a outras IST e reinfecção quando as parcerias não são tratadas.

02Prescrição principal

Via(s) de administração: Oral

Uso Oral

1

Metronidazol 400 mg

5 comprimidos
Princípio ativo
Metronidazol
Concentração
400 mg
Dose
5 comprimidos
Via
Oral
Frequência
em dose única
Duração
Não informado no documento

Posologia e orientações (texto original)

Tomar 5 comprimidos VO, juntos, em dose única (dose total: 2 g).

03Alternativas terapêuticas

Opções a considerar conforme o caso — não devem ser usadas simultaneamente à prescrição principal.

  • Metronidazol 500 mg: tomar 1 comprimido VO de 12/12h por 7 dias — esquema preferido para mulheres em diretrizes internacionais.
  • Tinidazol 2 g VO, dose única: alternativa quando disponível; evitar na gestação.
  • Gestantes e lactantes: metronidazol pode ser utilizado conforme PCDT do Ministério da Saúde; conferir protocolo atualizado.
  • Recorrência ou falha terapêutica: avaliar reinfecção, adesão e tratamento das parcerias antes de repetir ou modificar o esquema.

04Observações e cuidados

  • Tratar as parcerias sexuais simultaneamente, mesmo quando assintomáticas.
  • Orientar abstinência sexual até que paciente e parceria(s) tenham concluído o tratamento e estejam assintomáticos.
  • Evitar bebidas alcoólicas durante o tratamento conforme orientação do PCDT/bula.
  • Metronidazol vaginal não é recomendado para tratamento da tricomoníase, por eficácia inferior ao tratamento oral.
  • Considerar investigação para HIV, sífilis, gonorreia e clamídia.
  • Em mulheres sexualmente ativas, considerar reteste aproximadamente 3 meses após o tratamento, devido ao risco de reinfecção.
  • Corrimento recorrente após tratamento não significa necessariamente resistência: excluir principalmente reexposição a parceria não tratada.
  • Não tratar apenas a paciente e deixar a parceria sem tratamento — é causa frequente de reinfecção.

05Contraindicações, gravidade e encaminhamento

Não informado no documento

Material de referência documental e apoio ao estudo, extraído do Guia de Prescrições (2ª edição). Não substitui a avaliação clínica individual: toda prescrição deve ser avaliada por profissional habilitado e conferida com protocolos atualizados.