Guia de Prescrição Clínica · Guia de Prescrições — 2ª edição · p. 29

Verminose / parasitose intestinal — tratamento empírico

01Visão geral

Descrição
infecção intestinal por helmintos ou protozoários, frequentemente assintomática ou associada a sintomas gastrointestinais inespecíficos. O tratamento empírico deve ser reservado a casos selecionados, quando não há definição etiológica inicial.
Contexto clínico
considerar em pacientes com exposição epidemiológica compatível, saneamento inadequado, ingestão de água/alimentos contaminados, contato com solo ou história sugestiva de parasitose intestinal.
Sinais e sintomas
dor/cólica abdominal, distensão, diarréia ou alteração do hábito intestinal, náuseas, prurido anal, perda ponderal e eventualmente eosinofilia.
Complicações
anemia, desnutrição, obstrução intestinal e complicações específicas conforme o parasito.

02Prescrição principal

Via(s) de administração: Oral

Uso Oral

1

Nitazoxanida 500 mg

6 comprimidos
Princípio ativo
Nitazoxanida
Concentração
500 mg
Dose
1 comprimido
Via
Oral
Frequência
de 12/12h
Duração
por 3 dias

Posologia e orientações (texto original)

Tomar 1 comprimido VO de 12/12h por 3 dias, junto às refeições.

03Alternativas terapêuticas

Opções a considerar conforme o caso — não devem ser usadas simultaneamente à prescrição principal.

  • Geo-helmintíases (Ascaris, Trichuris, Ancylostoma/Necator): albendazol 400 mg VO, dose única é opção preferencial utilizada pelo Ministério da Saúde.
  • Enterobiase: preferir albendazol 400 mg VO, dose única, repetindo após 14 dias.
  • Estrongiloidíase: preferir ivermectina 200 mcg/kg/dia por 1–2 dias.
  • Teníase: preferir tratamento específico com praziquantel, conforme espécie/contexto.
  • Gestação ou lactação: utilizar somente após avaliação individual de risco/benefício e conferir protocolo atualizado.

04Observações e cuidados

  • A nitazoxanida possui indicação em bula para Enterobius vermicularis, Ascaris lumbricoides, Strongyloides stercoralis, Ancylostoma duodenale, Necator americanus, Trichuris trichiura, Taenia spp. e Hymenolepis nana.
  • Também possui atividade para algumas protozooses intestinais, como giardíase, amebíase, blastocistose, balantidiase e isosporíase.
  • Não considerar nitazoxanida um “vermífugo universal”. Se houver suspeita de parasito específico, utilizar o tratamento preferencial correspondente.
  • Não trata esquistossomose como esquema padrão; esquistossomose requer praziquantel.
  • Em suspeita de estrongiloidíase, principalmente antes de corticoterapia/imunossupressão, priorizar investigação e tratamento específico.
  • Solicitar parasitológico de fezes quando houver quadro persistente/recorrente, perda ponderal, anemia, imunossupressão ou dúvida etiológica.
  • Se sintomas persistirem após tratamento empírico, investigar antes de repetir antiparasitário.
  • Administrar nitazoxanida com alimentos, pois isso aumenta sua absorção.

05Contraindicações, gravidade e encaminhamento

Não informado no documento

Material de referência documental e apoio ao estudo, extraído do Guia de Prescrições (2ª edição). Não substitui a avaliação clínica individual: toda prescrição deve ser avaliada por profissional habilitado e conferida com protocolos atualizados.