Guia de Prescrições · 2ª edição/ Página 13

Ginecologia e obstetríciaExtração automática · aguardando revisão

Candidíase vulvovaginal

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01Visão geral

Descrição
vulvovaginite causada principalmente por espécies de Candida, caracterizada por inflamação vulvovaginal e corrimento típico.
Contexto clínico
mais frequente após antibioticoterapia, gestação, diabetes descompensado, imunossupressão ou aumento da umidade local; também pode ocorrer sem fator predisponente evidente.
Sinais e sintomas
prurido vulvar intenso, ardor, hiperemia, edema, disúria externa, dispareunia e corrimento branco espesso/grumoso, geralmente sem odor forte.
Complicações
fissuras e escoriações vulvares, sintomas intensos e candidíase recorrente; casos persistentes podem envolver espécies não-albicans ou resistência aos azólicos.

02Prescrição principal

Via(s) de administração: Vaginal, Oral

Uso Vaginal

1

Clotrimazol creme vaginal 1%

1 tubo
Princípio ativo
Clotrimazol creme vaginal
Concentração
1%
Dose
5 g
Via
Vaginal
Frequência
à noite
Duração
por 7 dias

Posologia e orientações (texto original)

Aplicar 5 g por via vaginal, à noite, por 7 dias.

Uso Oral — alternativa

2

Fluconazol 150 mg

1 cápsula
Princípio ativo
Fluconazol
Concentração
150 mg
Dose
1 cápsula
Via
Oral
Frequência
em dose única
Duração
Não informado no documento

Posologia e orientações (texto original)

Tomar 1 cápsula VO, em dose única.

03Alternativas terapêuticas

Opções a considerar conforme o caso — não devem ser usadas simultaneamente à prescrição principal.

  • Miconazol creme vaginal 2%: 1 aplicador cheio, à noite, por 7 dias.
  • Nistatina 100.000 UI vaginal: 1 aplicação à noite, por 14 dias.
  • Candidíase grave: azólico tópico por 7–14 dias ou fluconazol 150 mg VO, com segunda dose após 72h.
  • Candidíase recorrente: fluconazol 150 mg VO nos dias 1, 4 e 7; após indução, 150 mg VO 1x/semana por 6 meses.
  • Gestação/lactação: preferir tratamento exclusivamente vaginal; evitar fluconazol oral e conferir protocolo atualizado.
  • Suspeita de Candida não-albicans ou falha recorrente: considerar cultura/identificação e tratamento específico.

04Observações e cuidados

  • Candidíase vulvovaginal não é considerada IST; parceiros assintomáticos não necessitam tratamento de rotina.
  • Não usar simultaneamente tratamento oral e vaginal em episódio simples sem indicação específica.
  • Em recorrência, investigar diabetes, imunossupressão, antibioticoterapia frequente e outras causas predisponentes.
  • Azólicos tópicos podem comprometer a resistência de preservativos/ diafragmas de látex conforme a formulação.
  • Fluconazol apresenta interações medicamentosas e requer cautela em hepatopatia e com fármacos que prolongam QT.

05Contraindicações, gravidade e encaminhamento

  • Não usar simultaneamente tratamento oral e vaginal em episódio simples sem indicação específica.

Fonte: Guia de Prescrições — 2ª edição, página 13.