Guia de Prescrições · 2ª edição/ Página 15

DermatologiaExtração automática · aguardando revisão

Celulite não purulenta — leve / ambulatorial

Também: Celulite não purulenta · Leve · Ambulatorial

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01Visão geral

Descrição
infecção bacteriana aguda da derme profunda e tecido subcutâneo, geralmente causada por estreptococos e, menos frequentemente, Staphylococcus aureus.
Contexto clínico
comum após pequenas soluções de continuidade da pele, micoses interdigitais, edema, insuficiência venosa, obesidade, diabetes ou trauma local.
Sinais e sintomas
eritema, calor, edema e dor local, geralmente com bordas pouco delimitadas; pode haver febre nos casos mais extensos.
Complicações
abscesso, extensão da infecção, bacteremia, sepse e, raramente, infecção profunda/necrosante.

02Prescrição principal

Via(s) de administração: Oral

Uso Oral

1

Cefalexina 500 mg

20 comprimidos
Princípio ativo
Cefalexina
Concentração
500 mg
Dose
1 comprimido
Via
Oral
Frequência
de 6/6h
Duração
por 5 dias

Posologia e orientações (texto original)

Tomar 1 comprimido VO de 6/6h por 5 dias. Se resposta clínica lenta, considerar prolongar para 7 dias.

2

Dipirona 1 g

20 comprimidos
Princípio ativo
Dipirona
Concentração
1 g
Dose
1 comprimido
Via
Oral
Frequência
de 6/6h
Duração
Não informado no documento

Posologia e orientações (texto original)

Tomar 1 comprimido VO de 6/6h se dor ou febre.

03Alternativas terapêuticas

Opções a considerar conforme o caso — não devem ser usadas simultaneamente à prescrição principal.

  • Alergia importante a beta-lactâmicos: clindamicina 450 mg VO de 8/8h por 5 dias.
  • Amoxicilina + clavulanato 875/125 mg VO de 12/12h por 5–7 dias: considerar quando houver maior risco de infecção polimicrobiana, mordedura ou circunstância específica; não é necessária rotineiramente na celulite simples.
  • Suspeita de MRSA (purulência, trauma penetrante, infecção/colonização prévia, uso de drogas injetáveis): modificar cobertura conforme protocolo local.
  • Gestação: cefalexina pode ser utilizada quando indicada; individualizar conforme alergias e contexto clínico.
  • Doença renal crônica: ajustar cefalexina conforme função renal.

04Observações e cuidados

  • Este esquema é para celulite não purulenta, leve e sem instabilidade sistêmica.
  • Se houver abscesso ou coleção, drenagem é parte central do tratamento; antibiótico isolado pode ser insuficiente.
  • Não é necessário cobrir MRSA rotineiramente na celulite típica não purulenta.
  • Marcar a borda do eritema pode ajudar a acompanhar progressão/regressão.
  • A inflamação pode não desaparecer imediatamente; esperar início de melhora clínica em aproximadamente 48–72h.
  • Falha terapêutica exige reconsiderar abscesso oculto, resistência, diagnóstico alternativo ou infecção profunda.
  • Cultura de pele não é necessária rotineiramente em casos típicos; considerar em imunossupressão, quadro sistêmico grave, mordedura, exposição aquática ou circunstâncias incomuns.
  • Evitar prolongar antibiótico automaticamente por 10–14 dias se houver boa resposta clínica.

05Contraindicações, gravidade e encaminhamento

  • A inflamação pode não desaparecer imediatamente; esperar início de melhora clínica em aproximadamente 48–72h.
  • Cultura de pele não é necessária rotineiramente em casos típicos; considerar em imunossupressão, quadro sistêmico grave, mordedura, exposição aquática ou circunstâncias incomuns.

Fonte: Guia de Prescrições — 2ª edição, página 15.