Guia de Prescrições · 2ª edição/ Página 56

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Hordéolo (terçol) – olho infectado

Também: Terçol · Hordéolo · Olho infectado

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01Visão geral

Descrição
inflamação/infeção aguda de glândula da pálpebra, geralmente associada a Staphylococcus, formando nódulo localizado, doloroso e eritematoso.
Contexto clínico
comum em pacientes com blefarite, disfunção das glândulas de Meibomius, rosácea, manipulação frequente dos olhos ou episódios recorrentes.
Sinais e sintomas
nódulo doloroso na margem palpebral, edema, hiperemia, sensibilidade local, lacrimejamento e, eventualmente, ponto purulento.
Complicações
recorrência, formação de calázio, abscesso palpebral e celulite pré-septal.

02Prescrição principal

Via(s) de administração: Oftálmica

Uso Oftálmico

1

Tobramicina 0,3% pomada oftálmica

1 tubo
Princípio ativo
Tobramicina
Concentração
0,3%
Dose
Não informado no documento
Via
Oftálmica
Frequência
2 vezes ao dia
Duração
por 5 dias

Posologia e orientações (texto original)

Aplicar pequena quantidade na região palpebral afetada, 2 vezes ao dia, por 5 dias, se houver secreção, blefarite ou infecção bacteriana associada.

2

Compressas mornas

uso contínuo
Princípio ativo
Compressas mornas
Concentração
Não informado no documento
Dose
Não informado no documento
Via
Oftálmica
Frequência
3 a 4 vezes ao dia
Duração
Não informado no documento

Posologia e orientações (texto original)

Aplicar sobre a pálpebra fechada por 5–10 minutos, 3 a 4 vezes ao dia, realizando massagem palpebral suave após a compressa.

03Alternativas terapêuticas

Opções a considerar conforme o caso — não devem ser usadas simultaneamente à prescrição principal.

  • Hordéolo externo simples: compressas mornas isoladamente geralmente são suficientes.
  • Persistência apesar do tratamento conservador: considerar avaliação oftalmológica para drenagem.
  • Celulite pré-septal associada: considerar antibiótico sistêmico conforme quadro clínico e protocolo local/atualizado.
  • Se evolução para nódulo crônico e pouco doloroso, considerar calázio, no qual antibiótico não é tratamento de rotina.

04Observações e cuidados

  • Compressa morna é a principal medida terapêutica.
  • Antibiótico tópico não deve ser prescrito rotineiramente em todo hordéolo não complicado.
  • Não espremer, perfurar ou tentar drenar a lesão em casa.
  • Evitar maquiagem ocular e lentes de contato enquanto houver inflamação ativa.
  • Higienizar as mãos antes e depois de manipular a região ocular.
  • Dor ocular intensa, redução visual, proptose, limitação/dor à movimentação ocular, febre ou edema difuso exigem reavaliação imediata.
  • Hordéolos recorrentes: avaliar blefarite, rosácea e disfunção das glândulas de Meibomius.
  • Lesão persistente ou recorrente no mesmo local deve ser avaliada por oftalmologista.

05Contraindicações, gravidade e encaminhamento

  • Dor ocular intensa, redução visual, proptose, limitação/dor à movimentação ocular, febre ou edema difuso exigem reavaliação imediata.

Fonte: Guia de Prescrições — 2ª edição, página 56.