Guia de Prescrições · 2ª edição/ Página 31

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Larva migrans cutânea — bicho geográfico

Também: Larva migrans cutânea · Bicho geográfico

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01Visão geral

Descrição
dermatose parasitária causada pela migração de larvas de ancilostomídeos de cães e gatos na epiderme, principalmente Ancylostoma spp.
Contexto clínico
comum após contato da pele descalça ou descoberta com areia/solo contaminado, especialmente praias, quintais, parques e caixas de areia.
Sinais e sintomas
lesão eritematosa linear ou serpiginosa, intensamente pruriginosa e progressiva, geralmente em pés, pernas, nádegas ou mãos.
Complicações
escoriações, infecção bacteriana secundária e, raramente, manifestações eosinofílicas ou acometimento mais profundo.

02Prescrição principal

Não informado no documento

03Alternativas terapêuticas

Opções a considerar conforme o caso — não devem ser usadas simultaneamente à prescrição principal.

  • Albendazol 400 mg — 3–7 comprimidos Tomar 1 comprimido VO, 1x/dia, por 3–7 dias.
  • Em casos extensos, foliculite associada, resposta incompleta ou recorrência, pode ser necessário novo tratamento/doses adicionais, após reavaliação.
  • Gestação: ivermectina e albendazol devem ser individualizados conforme risco/benefício; conferir protocolo atualizado.
  • Prurido importante: pode-se associar tratamento sintomático com anti-histamínico ou corticoide tópico por curto período; não substitui o antiparasitário.

04Observações e cuidados

  • Ivermectina 200 mcg/kg em dose única é uma das opções preferenciais para adultos.
  • Albendazol 400 mg/dia por 3–7 dias apresenta boa eficácia e é alternativa prática.
  • A doença costuma ser autolimitada em aproximadamente 5–6 semanas, porém o tratamento acelera resolução e reduz prurido.
  • Não realizar crioterapia rotineiramente: a extremidade visível da lesão não corresponde necessariamente à localização exata da larva.
  • Diferenciar de larva currens da estrongiloidíase, que apresenta progressão muito mais rápida e exige tratamento específico para Strongyloides.
  • Avaliar antibiótico apenas se houver infecção bacteriana secundária; não utilizar de rotina.
  • Persistência/progressão após tratamento adequado exige reavaliação diagnóstica.

05Contraindicações, gravidade e encaminhamento

  • Avaliar antibiótico apenas se houver infecção bacteriana secundária; não utilizar de rotina.

PRESSCRIÇÃO AMBULATORIAL / DOMICILIAR

Uso Oral

1. Ivermectina 6 mg — quantidade conforme peso
Administrar 200 mcg/kg VO, em dose única.

Fonte: Guia de Prescrições — 2ª edição, página 31.