Guia de Prescrições · 2ª edição/ Página 38

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Pitiríase versicolor

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01Visão geral

Descrição
micose superficial causada por proliferação de leveduras do gênero Malassezia, caracterizada por manchas hipo ou hiperpigmentadas com descamação fina.
Contexto clínico
comum em adultos jovens, especialmente em clima quente/úmido, sudorese intensa, pele oleosa e imunossupressão.
Sinais e sintomas
manchas hipocrômicas, acastanhadas ou eritematosas, com descamação fina, geralmente em tronco, pescoço e braços; prurido discreto ou ausente.
Complicações
recorrência frequente e alteração residual da pigmentação, que pode persistir por semanas ou meses após cura micológica.

02Prescrição principal

Via(s) de administração: Tópica

Uso Tópico — primeira escolha

1

Cetoconazol 2% shampoo

1 frasco
Princípio ativo
Cetoconazol
Concentração
2%
Dose
Não informado no documento
Via
Tópica
Frequência
1x/dia
Duração
por 5 dias

Posologia e orientações (texto original)

Aplicar nas áreas acometidas, deixar agir por 3–5 minutos e enxaguar. Usar 1x/dia por 5 dias.

03Alternativas terapêuticas

Opções a considerar conforme o caso — não devem ser usadas simultaneamente à prescrição principal.

  • Sulfeto de selênio 2,5%: aplicar nas áreas acometidas, deixar agir cerca de 10 minutos e enxaguar; usar 1x/dia por 7 dias.
  • Lesões pequenas/localizadas: cetoconazol 2% creme, aplicar 1–2x/dia por 2–3 semanas.
  • Doença extensa, recorrente ou refratária ao tratamento tópico: fluconazol 300 mg VO, 1x/semana por 2 semanas.
  • Alternativa sistêmica: itraconazol 200 mg VO 1x/dia por 5–7 dias.
  • Gestação: preferir tratamento tópico; evitar antifúngico sistêmico sem avaliação individual.

04Observações e cuidados

  • Tratamento tópico é primeira escolha na maioria dos casos; antifúngico oral fica para doença extensa, recorrente ou refratária.
  • Não utilizar cetoconazol oral para pitiríase versicolor devido ao risco de hepatotoxicidade e alternativas mais seguras.
  • Terbinafina oral não é eficaz contra pitiríase versicolor, apesar de funcionar para dermatofitoses.
  • Persistência de manchas claras após o tratamento não significa necessariamente falha terapêutica; a repigmentação pode levar semanas ou meses.
  • Descamação residual sugere maior possibilidade de doença ainda ativa.
  • Recorrência é comum; em pacientes com episódios frequentes, considerar profilaxia tópica periódica, conforme protocolo.
  • Se diagnóstico duvidoso, considerar exame micológico direto com KOH ou lâmpada de Wood.
  • Não associar corticoide tópico de rotina.

05Contraindicações, gravidade e encaminhamento

  • Não utilizar cetoconazol oral para pitiríase versicolor devido ao risco de hepatotoxicidade e alternativas mais seguras.

Fonte: Guia de Prescrições — 2ª edição, página 38.