Guia de Prescrições · 2ª edição/ Página 7

InfectologiaUrgências e emergênciasExtração automática · aguardando revisão

Profilaxia pós-exposição da raiva humana / animal não observable

Também: Profilaxia pós-exposição da raiva humana · Animal não observable

Versão para impressão PDF original, p. 7

01Visão geral

Descrição
prevenção da raiva após exposição potencial ao vírus por mordedura, arranhadura ou contato de saliva de animal suspeito com mucosa ou pele lesionada.
Contexto clínico
a indicação de vacina e/ou soro depende do tipo e local da exposição, espécie e condição do animal agressor, possibilidade de observação de cães/gatos e histórico prévio de vacinação antirrábica.
Sinais e sintomas
não se espera desenvolvimento de sintomas para iniciar profilaxia.
Complicações
Não informado no documento

02Prescrição principal

Via(s) de administração: Uso Intradérmico — Vacina antirrábica humana

Uso Intradérmico — Vacina antirrábica humana

1

Vacina antirrábica humana inativada

4 doses
Princípio ativo
Vacina antirrábica humana inativada
Concentração
Não informado no documento
Dose
0,2 mL
Via
Não informado no documento
Frequência
Não informado no documento
Duração
Não informado no documento

Posologia e orientações (texto original)

Administrar nos dias D0, D3, D7 e D14. Via ID: aplicar 0,2 mL por dose, divididos em 2 aplicações de 0,1 mL, em dois sítios distintos, na região do deltoide. Soro / Imunoglobulina — quando indicado

2

Soro antirrábico (SAR)

dose conforme peso
Princípio ativo
Soro antirrábico
Concentração
Não informado no documento
Dose
40 UI
Via
Não informado no documento
Frequência
dose única
Duração
Não informado no documento

Posologia e orientações (texto original)

Administrar 40 UI/kg, dose única. Infiltrar o volume total ou o máximo possível dentro e ao redor de todas as lesões. Se houver volume restante, administrar conforme protocolo vigente OU Imunoglobulina humana antirrábica (IGHAR) — dose conforme peso Administrar 20 UI/kg, dose única, utilizando a mesma técnica de infiltração local.

03Alternativas terapêuticas

Opções a considerar conforme o caso — não devem ser usadas simultaneamente à prescrição principal.

  • Vacina via IM: administrar o volume total do frasco (0,5 mL ou 1 mL, conforme fabricante) no deltoide. Não aplicar vacina antirrábica no glúteo.
  • SAR/IGHAR: administrar preferencialmente no D0; se indisponível, pode ser aplicado até o 7º dia após a primeira dose da vacina. Após esse período, não indicar.
  • Paciente previamente vacinado adequadamente: em geral, vacina nos dias D0 e D3, sem SAR/IGHAR;
  • Avaliar simultaneamente necessidade de profilaxia antitetânica conforme tipo de ferimento e situação vacinal.

04Observações e cuidados

  • Nem toda mordedura exige vacina + soro: definir conduta conforme espécie, tipo de exposição e possibilidade de observação do animal.
  • Em cães e gatos passíveis de observação, acompanhar o animal por 10 dias, conforme protocolo do Ministério da Saúde.
  • Lavar imediatamente a ferida abundantemente com água e sabão.
  • O SAR/IGHAR deve ser prioritariamente infiltrado dentro e ao redor da ferida; não prescrever apenas como aplicação IM distante da lesão.
  • Não aplicar vacina e SAR/IGHAR no mesmo local anatômico.
  • Ferimentos em mãos, pés, face, cabeça, mucosas, profundos, múltiplos ou extensos são classificados como exposições de maior risco.
  • Mordedura por morcego ou contato direto relevante exige avaliação específica, independentemente da aparência do animal.

05Contraindicações, gravidade e encaminhamento

  • Lavar imediatamente a ferida abundantemente com água e sabão.
  • O SAR/IGHAR deve ser prioritariamente infiltrado dentro e ao redor da ferida; não prescrever apenas como aplicação IM distante da lesão.

Fonte: Guia de Prescrições — 2ª edição, página 7.