Guia de Prescrições · 2ª edição/ Página 49

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Vertigem vestibular / síndrome vestibular periférica

Também: Vertigem vestibular · Síndrome vestibular periférica

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01Visão geral

Descrição
síndrome caracterizada por sensação de rotação ou movimento, geralmente decorrente de disfunção do sistema vestibular periférico.
Contexto clínico
pode ocorrer em doença de Ménière, neurite vestibular, labirintite e outras vestibulopatias. VPPB deve ser reconhecida separadamente, pois o tratamento principal é por manobras de reposicionamento.
Sinais e sintomas
vertigem, desequilíbrio, náuseas, vômitos e nistagmo. Zumbido, plenitude auricular e perda auditiva podem ocorrer em doenças do ouvido interno, especialmente na doença de Ménière.
Complicações
quedas, limitação funcional, vômitos persistentes, desidratação e atraso no diagnóstico de causas neurológicas ou otológicas específicas.

02Prescrição principal

Via(s) de administração: Oral

Uso Oral

1

Dicloridrato de betaistina 16 mg

30 comprimidos
Princípio ativo
Dicloridrato de betaistina
Concentração
16 mg
Dose
1 comprimido
Via
Oral
Frequência
de 8/8h
Duração
Não informado no documento

Posologia e orientações (texto original)

Tomar 1 comprimido VO de 8/8h. Duração conforme etiologia, resposta clínica e necessidade de manutenção.

2

Metoclopramida 10 mg

15 comprimidos
Princípio ativo
Metoclopramida
Concentração
10 mg
Dose
1 comprimido
Via
Oral
Frequência
de 8/8h
Duração
por até 5 dias

Posologia e orientações (texto original)

Tomar 1 comprimido VO de 8/8h, se náuseas ou vômitos, por até 5 dias.

03Alternativas terapêuticas

Opções a considerar conforme o caso — não devem ser usadas simultaneamente à prescrição principal.

  • Betaistina 24 mg: tomar 1 comprimido VO de 12/12h, como opção de posologia mais simples.
  • Se intolerância ou contraindicação à metoclopramida, utilizar antiemético alternativo conforme perfil clínico e protocolo local.
  • Na VPPB, priorizar manobras de reposicionamento canalicular; tratamento medicamentoso de rotina não substitui a manobra.
  • Em gestantes: individualizar e conferir protocolo atualizado antes da prescrição.

04Observações e cuidados

  • Betaistina: usar com cautela em pacientes com asma ou história de úlcera péptica; evitar em feocromocitoma.
  • Anti-histamínicos podem, teoricamente, reduzir o efeito da betaistina.
  • Metoclopramida: máximo habitual de 30 mg/dia e uso por curto período; suspender se ocorrer distonia, acatisia ou outro efeito extrapiramidal.
  • Evitar metoclopramida em doença de Parkinson, história de discinesia tardia e situações em que estímulo da motilidade gastrointestinal seja contraindicado.
  • Vertigem não deve ser automaticamente diagnosticada como "labirintite". Definir padrão temporal, gatilhos, exame neurológico e achados auditivos.
  • Na suspeita de doença de Ménière, avaliar associação com zumbido, plenitude auricular e perda auditiva; audiometria auxilia na investigação.
  • Déficit neurológico focal, incapacidade importante para marcha, cefaleia súbita intensa ou nistagmo incompatível com padrão periférico exigem investigação de causa central.

05Contraindicações, gravidade e encaminhamento

  • Evitar metoclopramida em doença de Parkinson, história de discinesia tardia e situações em que estímulo da motilidade gastrointestinal seja contraindicado.

Fonte: Guia de Prescrições — 2ª edição, página 49.